24 Julho, 2008

Cadê o ventre de Leila?


Leila Lopes negou e assim garantiu o top semanal do ranking de buscas do Google – afinal, quem era mesmo a professorinha do Renascer?

Foi com muito barulho que “Pecados e Tentações” foi lançado. Teve entrevista até no Jô Soares, as Brasileirinhas prometeram um pornô diferente, mais erótico, com texto, interpretação, enredo, tudo que remetesse aos tempos do “Garganta Profunda”. E, de fato, ao terminar o filme você sente que foi diferente; ok, ok, foi bom pra você, mas ainda sim fica uma sensação de que algo estava fora do lugar, ou melhor, que faltou mostrar alguns lugares.

Inspirado em Nelson Rodrigues, o “pornô com história” começa com a volta da dadivosa atriz Marlene (Leila Lopes) para casa – em um táxi novíssimo, figurino a anos 50/60 e fazendo caras e bocas sensuais para o nada. Um trombone monocórdio embala a cena, distante da trilha genial de “The Devil in Miss Jones”. Em casa, Marlene encontra o primo Bentinho/ “Dentinho” (Carlão Bazuca) - seminarista, tatuado e p.h.d em Kama Sutra – a irmã Ruth (Tamiry Chiavari) e o marido com pinta de gangster da Sessão da Coruja, Maneco. A cena do jantar em família, para dar o toque cabeça e rodriguiano do filme, é narrada de forma entediante e quase remete o espectador a doses cavalares de Virilon.

O resto é sexo. Leila Lopes deu dicas de interpretação pros atores (mas parece que eles não entenderam, mas encare isso como um elogio a essas alturas), tenta emanar sensualidade, mas só consegue arrancar risos ou estranhamento do ofegante espectador. Péssimos gemidos, faltam closes, falta anal, falta ventre, falta saco escrotal, sobram pêlos – ah é, é um pornô cabeça e os flagras da expressão facial da priminha safadinha são generosos, mas só esees.

Ponto para a irmã de Marlene! Ruth e seu marido gangster são a boa, palpitante, cardío-alucinógena surpresa do filme, de deixar Leila Lopes no chinelo – digna de Kikito. Yes, baby! Quando crescer, quero ser Tamiry!

"Pecados e Tentações" cumpre sua função utilitária. Um filme meia-bomba, e como um bom meia-bomba, só cutuca, mas não preenche. Ou pra manter a pretensão "cabeça", como diria Shakespeare: Much ado about nothing

(Zombie Blues)

3 comentários:

minimus disse...

tô louco pra ver esse filme. auiehuaheuahe

Pomba disse...

in memorian res: leila hehe

Pomba disse...

in memorian res: leila hehe